Olho para o legado do cristianismo e fico preocupado. Patrocinamos guerras em nome de Deus, perseguimos outras raças, acreditando que estávamos contribuindo para um mundo melhor, apedrejamos os homossexuais, deixando claro que eles não são “dignos” do Reino dos Céus e, cada vez mais, pregamos uma moral baseada em falatório e não em atitudes. Mas onde está o legado do amor? Não nos ensina a palavra que aquele que ama tem obedecido a Cristo?
Quando ainda éramos pecadores, separados de Deus por causa de nossa rebeldia, fraqueza e desvios, fomos alcançados pela o poder que há em Jesus Cristo. Ele, de braços abertos, não olhara para nossa imundice. Éramos como leprosos, que habitavam no lado de fora das grandes muralhas das antigas cidades, não éramos bem vistos, nem bem vindos, só um ato de pura misericórdia poderia nos congregar ao povo, o qual habitava seguro e separado, por dentro dos muros. Vivíamos uma vida sem esperança.
A pergunta que mais me intriga é: Quando perdemos a noção de que um dia também estávamos separados pelo o muro do pecado? Depois de anos vivenciando a religião, depois de confortáveis décadas habitadas no maravilhoso Reino, esquecemos que no passado, também sofríamos dos males do pecado. No aconchego do cristianismo, esquecemos que fora a misericórdia de Cristo, e só ela, que nos trouxe para o mundo da vida eterna, acreditando firmemente que fomos salvos por sermos “um povo melhor”, distorcendo a verdade de que Deus escolhera a todos para a abundante vida da graça, e acreditando na mentira de que apenas alguns foram eleitos, olhando para os “leprosos”, ao lado de fora dos muros do Reino de Cristo, com certa arrogância e desprezo.
Ainda pensando na analogia da cidade protegida por muros, onde os doentes de lepra estão separados dos que estão livres deste mal, podemos entender melhor o poder do amor de Cristo. Jesus, o Grande Rei, adorado por todo o universo, olhou para além das muralhas e compadeceu-se dos separados pelo muro. Ele, diferentemente de nós, meros súditos, deixou toda a sua glória, todo o seu conforto e amou aqueles os quais estavam tristes por não poderem adentrar a Santa Cidade. Cristo não olhou para os pecados, não questionou seus vícios, não os acusou de erro algum, apenas estendeu a mão, dando-lhes novas vestes, convidando-os agora para um grande banquete em seu reino. Jesus, ao contrario de nós, não julgou, condenou ou constrangeu a ninguém, apenas lhes ofereceu o seu amor, não pediu nada em troca, pelo contrário, Ele mesmo se entregou, Ele tomou a nossa “lepra”, acabando morto pela a doença que deveria ter nos matado.
Preocupo-me com o poder destrutivo da religião e seus dogmas. Preocupo-me com minha conduta de fariseu, pronto pra condenar, tardio para se arrepender. Entretanto, ainda acredito no poder do amor, ainda deposito minha fé no amor sacrificial e gratuito de Cristo Jesus. O amor é o maior legado deixado por nosso maravilhoso Rei.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Começando a caminhada
Tudo tem um começo, um ponta pé inicial. Quando já alcançamos certa maturidade espiritual, quando já atingimos uma melhor estatura cristã, relembramos o complicado processo que passamos para chegar até nossa posição atual. Sabemos o quanto foi duro o início da caminhada cristã.
Todos aqueles que já se acostumaram a acompanhar recém convertidos sabem que é necessária muita paciência. Geralmente eles são impulsivos, desobedientes, emotivos e inconstantes, são parecidos com adolescentes em suas descobertas neste mundo. Assim que desviamos nossos olhos já estão em alguma confusão. Nascemos de novo em nosso interior, ao deixarmos Deus nos guiar pela vida. Somos como bebês que não discernem entre o certo e o errado, precisamos de alguém para limpar a nossa bagunça.
Acredito que ninguém se torna cristão de uma hora para outra, aceitar Jesus em um apelo não significa necessariamente mudança de caráter instantâneo. Vemos algumas dezenas de pessoas, todos os domingos, abraçando a fé cristã de certa forma apaixonada, entretanto largamos tais vidas, acreditando que o mais importante fora feito. Poderíamos comparar esta situação com uma mãe que adota um bebê e assim que chega em casa larga a criança para se sustentar sozinha. Bebês que não são corretamente alimentados acabam por morrer.
O começo da vida cristã determina que tipo de religiosos iremos nos tornar, indica qual direção espiritual trilharemos. Quando vamos encarar uma aventura selvática, em busca de um tesouro, nos munimos de bússola, mapas e um guia experiente o qual conheça a região, assim também deve ser para aqueles que irão enfrentar a difícil jornada do cristianismo. Sem um mapa ficamos andando em círculos, sem a bússola não sabemos qual a direção correta, sem o guia iremos passar por mais perigos que o normal. A bíblia é o mapa do novo convertido, Jesus é a bussola que nos conduz a Deus e o discipulador o guia experiente, o qual nos auxilia na caminhada.
Sem um companheiro de viagem, alguém já experimentado na caminhada cristã, dificilmente um cristão novo conseguirá desenvolver sua salvação. Muitos recém convertidos desistem da fé por falta de suporte, eles não sabem como viver a nova vida. Muito outros se tornam infrutíferos, apenas ocupando um lugar nas grandes igrejas, pois em suas vidas não houve quem os conduzissem para vôos mais altos. Discipulado é fundamental para uma boa saúde espiritual, é mandamento de Deus.
Ide e fazei discípulos, disse Jesus. Acompanhar novos convertidos é fundamental para que a igreja tenha frutos que permaneçam. Os novos cristãos precisam de suporte para a dura caminhada até a vida eterna.
Todos aqueles que já se acostumaram a acompanhar recém convertidos sabem que é necessária muita paciência. Geralmente eles são impulsivos, desobedientes, emotivos e inconstantes, são parecidos com adolescentes em suas descobertas neste mundo. Assim que desviamos nossos olhos já estão em alguma confusão. Nascemos de novo em nosso interior, ao deixarmos Deus nos guiar pela vida. Somos como bebês que não discernem entre o certo e o errado, precisamos de alguém para limpar a nossa bagunça.
Acredito que ninguém se torna cristão de uma hora para outra, aceitar Jesus em um apelo não significa necessariamente mudança de caráter instantâneo. Vemos algumas dezenas de pessoas, todos os domingos, abraçando a fé cristã de certa forma apaixonada, entretanto largamos tais vidas, acreditando que o mais importante fora feito. Poderíamos comparar esta situação com uma mãe que adota um bebê e assim que chega em casa larga a criança para se sustentar sozinha. Bebês que não são corretamente alimentados acabam por morrer.
O começo da vida cristã determina que tipo de religiosos iremos nos tornar, indica qual direção espiritual trilharemos. Quando vamos encarar uma aventura selvática, em busca de um tesouro, nos munimos de bússola, mapas e um guia experiente o qual conheça a região, assim também deve ser para aqueles que irão enfrentar a difícil jornada do cristianismo. Sem um mapa ficamos andando em círculos, sem a bússola não sabemos qual a direção correta, sem o guia iremos passar por mais perigos que o normal. A bíblia é o mapa do novo convertido, Jesus é a bussola que nos conduz a Deus e o discipulador o guia experiente, o qual nos auxilia na caminhada.
Sem um companheiro de viagem, alguém já experimentado na caminhada cristã, dificilmente um cristão novo conseguirá desenvolver sua salvação. Muitos recém convertidos desistem da fé por falta de suporte, eles não sabem como viver a nova vida. Muito outros se tornam infrutíferos, apenas ocupando um lugar nas grandes igrejas, pois em suas vidas não houve quem os conduzissem para vôos mais altos. Discipulado é fundamental para uma boa saúde espiritual, é mandamento de Deus.
Ide e fazei discípulos, disse Jesus. Acompanhar novos convertidos é fundamental para que a igreja tenha frutos que permaneçam. Os novos cristãos precisam de suporte para a dura caminhada até a vida eterna.
Assinar:
Postagens (Atom)